quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eu sou ninguém'



Estava escuro, apenas alguns flashs de luzes perseguiam dois olhos inquietos...

Mãos presas estalavam os dedos e procuravam um caminho obsoleto para deixarem de serem dedos, e passarem a ser mãos, corpos, almas.

Um calor gelado entrava e saia por todos os poros, que abriam e fechavam!
Cada segundo mais e cada hora menos.
Invadia o centro da espinha e refletia no cerne do espelho.
Um turbilhão de batidas descompassadas de um coração que não via mais o que se projetava ali,
Cada pulsar mais acelerado rachava a superfície de meus olhos...
Cada caquinho do céu, era um pedaço de mim. E eu lambia cada triângulo de vidro para que o espelho retornasse liso, mas havia sangue por todos os lados, e o reflexo ali continuava sem sentido...

Os dedos continuavam dedos,
O coração continuava descompassado,

Mas nada mais era,

Mentiras no divã, fingir que o espelho reflete além do que não vejo.

e o mais importante: acreditar! =)

please don't! please don't!

E quem sou eu.
Eu sou quem?
E quem eu?
Eu não sou.
Eu sou ninguém!