sábado, 16 de abril de 2011
nove de dezembro de 2010
Eu olho pela janela e vejo um céu.. Eu vejo um por-do-sol, eu vejo as nuvens. Cachorros e corações em nuvens leves como a brisa gostosa da beira do lago, da beira mar, da cachoeira encoberta de árvores. Existem estrelas em dias nublados, existe uma borboleta na lua. Existe dia após a noite. Existe um abraço apertado cheio de fome. Minutos contados para o próximo beijo... Eu olho pela janela, e vejo um passado... Fotografias de um ontem que eu estava viva. Era ali, onde moravam os meus sonhos... Um album de recortes perfeitos... Tá tudo ali, eternizado na janela da minha memória... Quando abro as portas da minha própria alma, e olho para o tempo, cada batida descompassada do ponteiro metamorfosia as cores arcoiris em breus e tudo se esvai em silêncios. Daqueles que não tocam... minunciosamente invadem cada pensamento, são como sentinelas... "A felicidade não é uma coisa é um pensamento. Não é um fato é uma invenção. Não é um estado é uma ação." A felicidade, é uma escolha... quando penso que sim, vem um não. Eu perco o chão... E eu, que sempre escolhi estar, agora não consigo mais visualizar. De longe, tudo parece mais caótico. Contemplar a beatitude e ignorar o desespero... Um sorriso, uma vida..
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