
Lá de cima, o céu se confundia com o mar, era um tufão. Um monte que oferecia conforto e tensão a cidade. A qualquer momento ele podia voar para cima da vilazinha dos sapos e cachorros, vacas e cavalos. Mas dali, tudo parecia tão tranqüilo...
Muitos zeros compunham a casa dos infinitos grãos de areia que faziam daquele lugar o mais perto do céu. Em pé, de braços abertos, os olhos fechados, ficaram atentos à leveza da maresia, que vinha fresca, devagarinho, arrepio no corpo, ela atravessava, levando consigo a tensão que escandalizava até as pontas dos dedos. Que sensação boa!
,Esmaeci com o cansaço das pernas que quase não deram conta de chegar ao cume da duna para curtir o crepúsculo do entardecer. Sentei, e PLIN! Metamorfose de formas e cores. O azul celeste aos poucos era pintado com manchas vermelho-pálido, roxo-rosa, amarelo-cor-de-pôr-do-sol.
Enfim, o espetáculo mudou o tom e tudo ficou negro-azulado, pintado de pontinhos estrelados, planetas e signos cadentes.
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