
Bombardeei-me
Sinto embriagada.
Anestesiada para qualquer movimento provido de sentimento;
Tudo importa, nada é,
E como justificativa, um tudo de nada...
Incerteza, sim. Indecisão...
É tudo que tenho,
um pacote de dúvidas embrulhado em idéias paradoxas,
selado por eremitas do meu eu.
Incertezas condecoradas ao não mais ser,
e não mais pensar;
não mais amar,
Quando me coloco no meu lugar já posso sentir,
Tudo o que não sinto.
O que não vejo,
o que não toco.
Miopia sem sentido,
Óculos é um vício,
E é por isso que não estão aqui
Não quero ver....
Eu quero ver...
-algum dia,
Já sentiu nada?
Não há tristeza, nem felicidade que toque,
Só um silêncio... que não me remete,
Embriagada.
Há um vazio que não traz tristeza
Não traz felicidade
Lágrimas pensadas,
tragadas em dois pulmões que não pedem
Gargalhadas de um coração que não sorri.
Camadas de neve e terra
No vão de um precipício
não mais pensar.
Decisão acatada.
agora, marionete de um palco sem teatro.
Parece-me que passo dias e noites dormindo.
Hibernando.
Embriagada
Anestesiada.
Anestesiada.
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