quinta-feira, 23 de abril de 2020
Foi dia de dor de estomago e de chá. Voltei a me arrastar para acordar, mas, sem desistir dos exercícios. Sigo firme e depois de suar o corpo parece que ele desperta. E fica. Levei um susto hoje durante a meditação e percebi quanto venho me entregando um pouquinho por dia a me observar. Chubaka pulou perto de mim, e eu acabei abrindo os olhos em sobresalto. Acordei pensando em fazer uma declaração pra minha mãe, daí ela passou aqui e não senti. É preciso ver, e deixar de romantizar, o amor parece ser mais que sentir, será? De uns tempos pra cá estou cheia de rotinas dentro do meu tempo comigo, é esquisito demais quando entra alguém, e tira este momento de liberdade que tenho. Acho que foi isso que senti quando minha mãe e o Lace chegaram em casa pela manha. Ainda não estava vestida, e tomava meu cafézinho, ouvia música, talvez dançava. Nada de desamor, era só meu momento. O trabalho me toma o dia, mas, estou conseguindo desligar, deixando as proposta de negócio lá dentro da agência, e ficando só com a psicologia, os pensamentos, as duvidas, as poesias por aqui. Faz bem Júlia, um passo por vez, e a vida logo será outra, entre tantas que você já viveu continuamente.
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