terça-feira, 16 de outubro de 2007

Transamos, gozamos, as células floresceram, e estamos aqui imersos, em uma bola que flutua no espaço. Automóveis, selva de pedra, florzinha, fala, chora, ri, triste, feliz, anda, corre, corre, planos, futuro, futuro, passado, futuro, presente. Pretérito, idioma, fome. Há o canto de um pássaro disputando com a cigarra, uma moto cala o silêncio com seu motor hodierno. Dorme, sonha, pensa, sonha, futuro, futuro, lembra o futuro. Um dia as janelas da alma não mais revelaram essa loucura de sanidade mental. E então, não mais fará sentido, e quem fica? Abraça, sacode os ombros, sacode a cabeça e beija, e chora, pra onde? Simplesmente cessou, é insuportável me colocar no lugar de quem fica.
Tristezas inesperadas, são paradisíacas quando recheadas de vontade de viver, é nesse tesão que está o sentido da presença.
Se houvesse alguma certeza a respeito do amanhã, eu pediria que ele apenas existisse...

Condolências a família.
Um dia desses nós íamos a pé para escolinha...

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